Góis, Coimbra

Rituais e Costumes

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O festejo do Entrudo assentava na Corrida pelas Aldeias do Xisto de Góis. A imaginação era fundamental, preparando-se várias formas para encobrir a face, não fosse alguém, por azar, reconhecer um folião. Partir para a serra em busca de algum sobreiro mais antigo fazia parte do processo. Encontrar um pedaço de cortiça com uma forma que fornecesse uma face diabólica e horripilante era o ideal. Pronta a máscara, havia que a adornar e procurar roupa velha para tapar o resto do corpo. O ponto alto chegava com a declamação de quadras jocosas, criadas a partir de pequenas estórias que ocorriam durante o ano. Assim, com base nos registos orais da população local conclui-se que para “Correr o entrudo” é necessário rigor no modo de participar. – Durante muito tempo apenas participavam nesta folia homens e rapazes, mas com o avançado despovoamento das aldeias estas “corridas”, começaram a ter também a participação das raparigas e mulheres, de forma a manter o número de participantes e não deixar morrer a tradição.
Para que ninguém seja reconhecido do seu “mal dizer” e “mal fazer” trocam-se as roupas, os homens vestem-se com as roupas das mulheres e as mulheres vestem-se com roupas de homem. Para esta tradição eram usadas roupas velhas, daquelas bem guardadas bem no fundo das arcas, sendo algumas vestidas do avesso e também são trocadas na sua ordem (roupas de interior por fora!). As roupas terão sempre que ser as mais antigas, como fatos, vestidos, lenços, xailes, sapatos, botas, luvas, etc.

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