Castelo de Paiva, Aveiro

Artefactos

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Alambique em cobre

O cobre é dos elementos mais antigos que conseguimos encontrar em escavações arqueológicas, o que nos mostra que o seu domínio vem de tempos muito recuados. Foi provavelmente o primeiro metal manuseado pelo Homem, sendo um dos elementos mais trabalhados na Idade do Metais, idade esta, que remonta a cerca de 3 milénios a.C.
É um elemento químico que à temperatura ambiente se encontra no estado sólido, sendo classificado como um metal de transição. Tem também o seu toque de magia, pois normalmente a descoberta das minas de cobre estão associadas a figuras mitológicas.
O trabalho do cobre em Castelo de Paiva tem já uma história longa. Iniciou-se na década de 40, chegando mesmo a existir uma fábrica que empregava cerca de sessenta pessoas.
Daqui a produção evoluiu e diversificou-se, sendo que a aposta mais forte dos produtores de cobre é nos alambiques para destilação. É este o instrumento que bem representa o concelho de Castelo de Paiva e que aqui apresentamos.
Podemos verificar a existência dos alambiques desde o século IX, onde Alkindus, um químico árabe, escreveu um manuscrito onde refere a utilização do alambique para a produção da perfumaria. Na atualidade ainda é usado o alambique para esta atividade. Mas aqui, em Castelo de Paiva, o seu uso primordial é para a destilação de álcool, uma vez que a imagem de marca do concelho é precisamente a vinha.
Os alambiques são feitos à mão de forma artesanal sendo usado para este efeito o cobre. É um instrumento formado por uma caldeira, ligada por um tubo, a uma serpentina de resfriamento, ao fundo do qual se recolhe o líquido destilado. Em tempos o alambique foi também bastante usado em alquimia, daí o seu toque de misticismo.
Entre magia e tradição, o alambique em cobre, bem representa as artes e ofícios de Castelo de Paiva.

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